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Emagrecimento e tratamento da obesidade

Avaliação médica, exames e composição corporal — não só dieta

Dr. Bruno Andrade CRM 230003-SP RQE 135388 Nutrologia RQE 116604 Clínica Médica

Obesidade é uma doença crônica. Não é falta de força de vontade. Genética, sono, remédios em uso, questões hormonais e a história das dietas anteriores influenciam o resultado. Por isso o tratamento não se resume a receber um cardápio.

O que acontece na primeira consulta

A consulta começa reconstruindo a sua história com o peso. Quando ele começou a subir. O que você já tentou. O que funcionou, e por quanto tempo. E o que fez o peso voltar.

Depois vem a checagem de saúde: pressão, açúcar no sangue, colesterol, fígado, sono e articulações. Junto disso, exames de laboratório e um exame de composição corporal — que mostra quanto do seu peso é gordura e quanto é músculo.

Essa diferença muda o tratamento. Duas pessoas com o mesmo peso e a mesma altura podem precisar de caminhos diferentes.

Como o tratamento é montado

O plano parte do que cabe na sua rotina. E vai sendo ajustado ao longo do acompanhamento. Envolve alimentação, atividade física, sono e a relação com a comida.

Quando há indicação, entra o tratamento com medicamento — sempre com critério e reavaliação periódica.

Não existe protocolo único. A conduta depende do seu quadro, dos seus exames e do que você quer alcançar. E os resultados variam de pessoa para pessoa.

Tratamento com medicamento

Os análogos de GLP-1 (semaglutida, liraglutida) e os medicamentos que agem em duas vias ao mesmo tempo, GIP e GLP-1 (tirzepatida), mudaram o tratamento da obesidade. Eles aumentam a saciedade, fazem o estômago esvaziar mais devagar e ajudam a controlar o açúcar no sangue. A perda de peso é maior do que a dos remédios anteriores.

Mas não servem para todo mundo. E não funcionam sozinhos. A prescrição exige avaliação médica, checagem de contraindicações e acompanhamento.

Há um motivo a mais para esse acompanhamento: quando o peso cai rápido, parte do que se perde pode ser músculo. Evitar isso exige comer proteína suficiente e treinar força durante todo o tratamento.

Perder peso não é a mesma coisa que perder gordura

Dietas muito restritivas costumam custar músculo. Isso deixa o metabolismo mais lento, tira força e dificulta manter o resultado depois.

No acompanhamento, essa proporção é medida ao longo do tempo. O objetivo é reduzir gordura preservando músculo.

Depois da cirurgia bariátrica

A cirurgia muda para sempre a forma como o corpo absorve nutrientes. Por isso o acompanhamento depois dela não tem data para acabar.

O risco de faltar vitaminas e minerais continua por anos — ferro, vitamina B12, cálcio, vitamina D, tiamina, zinco e cobre. E costuma não dar sintoma no começo.

O seguimento inclui exames periódicos, ajuste da reposição conforme o resultado, atenção à proteína e vigilância sobre a massa muscular, que costuma sofrer depois da cirurgia. O reganho de peso e as faltas que aparecem anos depois também fazem parte desse cuidado.

Quando procurar um nutrólogo

  • O peso vem subindo, com ou sem tentativas que não deram certo
  • Você emagreceu e o peso voltou
  • Obesidade junto com pressão alta, açúcar alterado, colesterol ou gordura no fígado
  • Dúvida sobre usar medicamento para emagrecer
  • Você fez cirurgia bariátrica e não faz acompanhamento
  • Quer perder gordura sem perder músculo

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